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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Desporto: sim ou não e a partir de que idade?


AFF - Sim! Claro que sim! Acho que todas as crianças deveriam participar em algum tipo de actividade desportiva, desde que não tenham condicionantes físicas que impossibilitem a prática de desporto. A A. anda na natação desde os 12 meses e a C. vai começar a frequentar as aulas agora durante o mês de Novembro. No caso da natação, penso que quanto antes for iniciada a sua prática, melhor. No caso de outras modalidades, os 3 anos parecem-me uma excelente idade para iniciar a actividade.

CF - A resposta é sim, sem sombra de dúvida. A verdade é que desde bebé que queremos colocar o R. na natação. Depois, em conversa com o pediatra, aconselhou a partir da primavera e, o que é certo, é que já passaram duas primaveras e o rapaz ainda não foi inscrito.
Até ao ano letivo anterior tinha motricidade e dança na creche. Este ano letivo tem expressão motora no colégio que contempla, para além de outras atividades psicomotoras, seis aulas de natação curricular, a iniciar em março. Parece que vai ser desta!!!

GC - Sim, acho que sim :) Mas a partir dos 4/5 anos. A maioria das creches contempla já uma actividade motora (ginástica) e até essa idade acho que é suficiente. Depois dos 4/5 anos acho importante ter uma actividade extra período escolar, um desporto, seja ele qual for. Confesso que acima de tudo, como mãe, promovo uma actividade que veja que lhes dá prazer. O Gui já frequentou várias modalidades, até acertarmos em uma que vejo que ele realmente GOSTA (e não frequenta só porque sim). Para nós foi a natação, que só iniciou com 7 anos mas que realmente foi super importante, em todos os aspectos. Possivelmente o H para o ano irá igualmente para a natação mas, por enquanto, as aulas de movimento da escolinha chegam.
Falando um bocadinho mais a sério e correndo o risco de ser mal interpretada, não aprecio o desporto de competição nos meninos mais pequenos, a não ser naqueles casos em que se vê claramente que a criança nasceu para aquilo. Mas o que por vezes vejo são os pais a forçar um desporto porque eles próprios gostam e põe nos filhos grandes expectativas em relação a resultados.
Competição é boa, mas com moderação...

EG - Claro que sim! Por ter o privilégio de viver no campo, a promoção do desporto fica facilitado: joga-se futebol, corre-se no jardim, anda-se de bicicleta no pátio!
Esta semana vamos começar a ginástica no infantário. Acho que vai ser muito bom para o desenvolvimento dele. Queremos também que, em breve, seja feito o primeiro contacto com a piscina.

VHE- Desporto em qualquer idade SEMPRE que possível. Agora pensam vocês que somos uns desportistas cá em casa... mas não. A começar pela mãe que está cheia de intenções que não passam disso mesmo.
Com a mais velha iniciámos a natação aos 6 meses. Depois constipação para cá, falta de motivação nossa para lá, desistimos. Retomámos aos três anos, desistimos passados uns meses. Com a mais nova já nem iniciámos. É verdade que elas na escola vão fazendo alguns exercícios. Temos a sorte de na escola primária terem natação como aula de desporto. Não gosto da ideia de as crianças irem obrigadas para as actividades extra curriculares, acho que devem ir se estiverem motivadas. Das muitas actividades pedidas pela Bruna, só lhe vi paixão pelos cavalos, logo vamos iniciar a equitação.

RP - A Frederica iniciou a adaptação ao meio aquático com cerca de ano e meio. Adora água, mas só até ao pescoço. Sai à mãe!
Este ano tem ballet na escola que era uma actividade que ela já pedia para fazer. O judo será a próxima actividade a experimentar. Acho importante "mexerem-se", mas sem pressão e sem exageros.

AMR- desporto sim! Correr saltar e brincar! Actividades extra curriculares em cima de actividades extra curriculares e desporto em regime militar por obrigação não!

MF - Penso que a atividade física e desportiva é muito importante para o desenvolvimento das crianças (e adultos também, claro)! Não deve ser encarado como uma obrigação, mas como um prazer e, por isso, parece-me que se for estimulado desde cedo será vantajoso. O G tem motricidade no colégio, desde os 2 anos, e este ano iniciou a natação, que adora. A partir daqui, será ele a escolher (quando tiver idade para isso) qual o desporto que gostaria de praticar.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Escolinha antes dos dois anos: sim ou não?




GC - Não, só em caso de necessidade e se não houver alternativa! Na minha opinião os bebés até esta idade não "aprendem" nada na escolinha que não possa ser feito no conforto do lar e aos cuidados de alguém próximo. Se tiverem uma avó, tia, ou alguém de muita confiança, não hesitem. Os meus ficaram em casa até essa idade e posso assegurar que a entrada na escola decorreu de forma bastante pacífica.

AMR - Estou com a GC! Podendo, com ajuda da família e de ajuda externa, se necessário, o melhor é que fiquem em casa. Por aqui o mais velhinho só foi aos 3 anos e espero que o mais novo também possa ficar até essa idade. E o fundamental mesmo é a licença de maternidade! Fiquei 5,5 meses da primeira vez e 8 da segunda (licença alargada) e nessa fase a mãe é mesmo insubstituível. 

AFF - Embora ache que a escola ajuda imenso no desenvolvimento das crianças, concordo com a GC e com a AMR e penso que antes dos 2 anos nada melhor do que ficarem em casa. Sempre ficam mais resguardados das viroses e demais "ites" que tão comummente se apanham nas escolas. 
Infelizmente, a A. teve de ir para o berçário aos 6 meses e a C. irá agora no início de Dezembro, quase aos 9 meses. Custa imenso deixá-las tão cedo com "estranhos", mas quando as alternativas não são viáveis, não há outra opção.

CF - O R. não teve alternativa. Foi aos 6 meses a meio-tempo. Não lhe fez bem, nem lhe fez mal. Por isso, não sou a favor, nem contra. Quem conseguir ficar com os bebés em casa ou tiver a ajuda da família, pode aproveitar. Quem não tiver nem conseguir, não se pode culpabilizar. Custa-nos mais a nós do que a eles. E é tão "engraçado" ver e sentir as relações que criam com outras pessoas - bebés, crianças e adultos - que não são da família!!! Não me interpretem mal, mas a mãe também precisa de ter tempo para si e para as suas coisas no outro meio-tempo.

AG - Não havendo alternativa, parece-me que é mais uma imposição actualmente do que uma vontade dos pais. Se me perguntarem, enquanto profissional da área da psicologia se acho que as crianças devam ir para a creche antes dos dois anos, respondo não. Mas reconheço que hoje em dia não há condições económicas ou familiares que permitam isso. Assim, não havendo opção, é importante que o período de permanência seja inferior a 8h diárias e que se procure envolver os pais nas actividades da creche!

VHE - A minha filha mais velha só foi para a escolinha aos três anos e meio, ficou com os avós. Nessa altura achei estar a fazer o melhor para ela. Com a mais nova, tive a necessidade de a colocar com 13 meses e antes de entrar achava "um crime" tal acto da minha parte. Não sei se devido ao da Gabi ter sido muito bem recebida, acarinhada e estar na escolinha quase como com familiares, achei que ela desenvolveu mais rápido. Acho também importante o contacto com outras crianças e adoro os trabalhos feitos e as canções que aprendem com tão tenra idade.
De uma maneira geral, posso dizer, que se os pais poderem mantê-los em casa até aos 3 anos, perfeito (mais por questões de doenças), mas se não tiverem alternativas, não se martirizem.

RP - Aqui não foi uma questão de sim ou não, a Frederica felizmente tem os avós, tio e bisavó que puderam ficar com ela até quase aos 3 anos e nem se ponderou outra hipótese. A ideia era entrar mesmo aos 3 mas com a chegada da irmã prevista para essa altura antecipámos. Correu muito bem, aliás ela já pedia para ir, já lhe fazia falta o contacto com outras crianças apesar de ter as atenções todas para ela na casa dos meus pais e desenvolver várias actividades, como a rega das alfaces e a alimentação de coelhos e galinhas, por exemplo! A Eduarda ficará também em casa até aos 3 anos.

EM - Aqui não havia outra alternativa e foram os dois quando voltei a trabalhar depois dos 5 meses de licença.
Se tivesse alternativa penso que iriam com 1 ano, acho que até 1 ano é importante estarem com os pais, avós.
A creche ajuda-os a estabelecer rotinas, regras, que nós pais complementamos em casa. E embora ainda sejam pequenos, o convívio com outras crianças só lhes faz bem. Sempre que posso vou buscá-lo cedo, também fazia isso com a I., a creche não substitui o mimo dos pais, quando eles ficam até mais tarde confesso que me custa muito. As folgas são semanais e normalmente nesses dias não vão.

MC - Havendo alternativa é um grande NÃO! Não acredito que a escolinha antes dos dois anos contribua para algo mais a não ser alimentar partilha de vírus e bactérias! E sim, sou das que defende que até aos 2/3 anos eles precisam é de mimo e MUITO!!! :) 
Mas infelizmente nem todos podemos escolher, e quando assim é, então acho que o infantário é o melhor local para os receber! 
Eu consegui manter o P. em casa até aos 2 anos, foi preciso muita ginástica coordenar horarios entre mãe pai e avós! Foi um esforço que compensou, quando entrou para o infantário o primeiro mês não foi bom! Ficava sempre a chorar, (e eu também) embora depois ficasse bem durante dia, mas passado esse tempo de adaptação passou a ficar sempre bem e até a pedir para ir para a escolinha... Por isso, não me parece que ter ficado em casa inicialmente o tenha prejudicado na adaptação! 

EG - Tive o privilégio de contar com o apoio da avó para acompanhar os primeiros 3 anos. Foi para a escolinha só agora. Havendo esta alternativa acho que é absolutamente desnecessário entrarem antes. Provavelmente não está ao mesmo nível de desenvolvimento de outras crianças que entraram antes, é mais tímido e mais desajeitado com pequenos trabalhos. Teve a oportunidade de brincar muito junto dos avós, de ter o contacto com o campo no seu todo, de conhecer as pessoas da terra nas idas diárias ao café. A avó costuma dizer que foi criado com o maior carinho do mundo.

MF - Para mim não foi uma opção, foi uma necessidade. O G. entrou no berçário aos 6 meses, a meio-tempo. Com 1 ano passou para a creche, já a tempo integral. Não sei se é a melhor opção, pois considero que, nos primeiros 2 ou 3 anos, não há nada como o carinho e disponibilidade dos pais ou dos avós e o aconchego do lar! No entanto, reconheço que facilitou bastante a integração do G. em contexto escolar e, mesmo quando mudou de escola, foi um processo tranquilo.


sábado, 10 de outubro de 2015

Amamentação: 11 opiniões!

AMR: SEMPRE! Absolutamente! Exclusivamente! ... E sem prazo! O leite materno é sem sombra de dúvida o melhor alimento para o bebé! Amamentar pelo menos até aos dois anos. Além dos óbvios benefícios nutricionais e imunológicos para o bebé, e os benefícios para a saúde da mãe, é um momento único, e de tanto, tanto amor! Muitas vezes o início não é fácil! Pedir ajuda às vezes é mesmo obrigatório, mas a quem em sabe: uma conselheira de aleitamento materno!

GCAmamentar sim, desde que a mãe goste e queira fazê-lo, sem pressão, stress e com vontade. 
Não considero melhor nem pior as mães que dão de mamar, porque ser mãe é muito mais do que parir e alimentar. O amor não se mede com leite materno. 
Nenhuma mãe se deve sentir pressionada para amamentar ou para deixar de o fazer. Muito menos julgada.

AFF: Sem dúvida, o melhor para o bebé! Em exclusivo até aos 6 meses e em conjunto com alimentação complementar até quando o bebé e a mãe quiserem e for prazeroso para ambos. Amamentar é muito mais do que alimentar. É nutrir, é acarinhar, é proteger, é amar, é dar o melhor, é partilhar! É uma das maiores ligações que mãe e filho podem ter! É magia! 
Amamentar a A. foi um processo complicado e por desconhecimento, falta de informação e insegurança, depressa passei a dar-lhe do meu leite em biberão, tendo mesmo assim, em regime de bombaleitamento, conseguido a amamentação da A. durante 14 meses. 
O início da amamentação da C. também teve os seus espinhos (gretas, sangue e uma mastite incluídos), mas a informação, ajuda e alguma persistência da minha parte, permitiram que agora seja uma experiência fabulosa, que já conta com 7 meses e que espero que dure muitos mais. 

VHE: Sim, sou a favor da amamentação mas a minha opinião é a mesma que a da GC. Infelizmente, nas duas vezes que fui mãe, nunca o consegui em exclusivo mas, de maneira alguma, perdi a ligação com as minhas crias ou me senti inferiorizada. Acho que há falta de profissionais na área, pois ao contrário do que eu sempre achei, não se vem com este dom, é uma aprendizagem.
Acho também que não se deve "massacrar" as mães com este tema. Se por um lado se critica quem não consegue amamentar, por outro critica-se quem o faz até tarde. Tudo é válido desde que se sintam confortáveis com as suas escolhas.

CF: Concordo tanto, mas tanto com a opinião da GC. Não sou a favor, nem contra. Sei que o LM é o melhor para o bebé, mas também deve ser o melhor para a mãe. Sou a favor do bem-estar do bebé e, para que tal aconteça, a mãe também tem que estar psicologicamente bem. Não é benéfico para o bebé sentir a mãe deprimida, angustiada e pressionada pela sociedade e família. Cada caso é um caso e a mãe não tem que se sentir culpabilizada ou egoísta se não amamentar o seu filho. Não é dar de mamar que nos faz amar mais ou menos os nossos filhos. Como há três anos atrás me disse uma amiga "mais vale um biberão com amor, do que maminha com dor". Obrigada GC.

AG: Acho que seria insano dizer que o leite materno não é o melhor para o bebé! Está mais do que provado. E acho que todas as mães devem fazê-lo, desde que se sintam bem com isso. Para mim, nunca foi um processo fácil. Dor, sangue, negras e gretas. Mamilos rasos que não formam, foram os meus primeiros inimigos. E se da primeira, me custou imenso ter que abandonar porque ela não se saciava com o meu leite, da segunda vez, foram as dificuldades geradas pelo tempo de amamentação que me levaram a deixar a amamentação exclusiva. Seja como for, amamentar para mim será sempre uma escolha da mulher. E sou defensora acérrima de que uma mulher possa amamentar a sua criança onde queira! Não há sensação melhor como a de bastarmos para os nossos filhos!

EG: Não consegui abordar o processo com sucesso; na maternidade foram incansáveis com o apoio mas penso que o fato de não se prosseguir com o acompanhamento acaba por tornar o processo penoso. Senti-me inferiorizada, incapaz, menos mulher, menos mãe, com vergonha de assumir... A três anos de distância e com várias experiências trocadas consigo perceber que fiz tudo o que estava ao meu alcance. Tenho agora a certeza que exagerei nas tentativas falhadas de manter a amamentação com reflexos notórios na minha condição física e mental bem como no conforto das primeiras semanas de vida do meu bebé. Nos dias em que consegui, recordo a ligação que se sente... fantástica e indiscritível...

MC: Sou completamente a favor, concordo que se deve optar pela amamentação exclusiva nos primeiros 6meses. No entanto não condeno quem "desiste" também sou a favor do bem estar da mãe! 
Condeno sim, a falta de informação e a falta de acompanhamento por parte dos cuidados de saúde primários, que se em muitos casos funcionam lindamente, noutros não sabem informar nem acompanhar, chegando até a dar conselhos completamente descabidos que se traduzem em mais uma desistência! 

RP: Amamentar, claro que sim! Acredito que todas as mães são conhecedoras dos benefícios e no entanto há quem opte por não o fazer. Qual é o drama? Cada uma sabe de si e das suas mamas. Amamentar, claro que sim, desde que seja esse o desejo da mãe e não lhe provoque stress. Amamentar, claro que sim, mas sem fundamentalismos por favor e já agora também sem pressão por parte dos profissionais de saúde para iniciar la ainda nem saíram da barriga da mãe.
PS: estas linhas foram escritas com uma boca na minha mama. A boca da Eduarda, entenda-se.


MF: Defendo a amamentação mas, infelizmente, a minha experiência foi curta. E digo infelizmente, porque gostaria de ter amamentado o G. mais tempo. Foram 2 meses de luta, sempre com suplemento. Não tive praticamente leite, tentei tirar com a bomba, tentei que mamasse em livre demanda, bebi muita água, tomei suplementos e não resultou. Podia ter feito mais? Não sei... Fiz o que achei possível. Não posso deixar de discordar, no entanto, com os fundamentalismos à volta do tema, das vezes que, em diversas ocasiões, familiares, amigas, pessoas conhecidas ou profissionais de saúde, tentaram fazer com que me sentisse menos mãe, menos capaz ou pouco persistente por não amamentado durante todo o tempo que consideravam ser o ideal.

EM: Sim! Antes de ser mãe não pensava assim, talvez por não saber benefícios para a saúde deles. Amamentei a 1ª e estou a amamentar o 2º , tive a sorte de não ser um processo doloroso, o que contribuiu para que fosse/seja uma boa experiência.
Concordo com GC sem stress, sem pressão.